quarta-feira, 11 de abril de 2012
Cri cri cri
Só pra variar um pouco, mais um daqueles períodos de caos, onde eu preciso me programar para fazer qualquer coisa devido à falta de tempo...
Mas ok, seu blogueiro promete voltar uma hora! E logo, de preferência! Não to aguentando o silêncio por aqui...
sexta-feira, 30 de março de 2012
Madonna!
Ela voltou, e em grande estilo.
Não vou falar sobre o cd dela. Praticamente todos os blogueiros já comentaram sobre ele, e a crítica não para de elogiar. Eu mesmo não consigo parar de ouvir, o meu cd já está criando sulco na trilha da Gang Bang (batida pesada, perfect). Também não vou falar que sim, ela exagerou no Photoshop do encarte, tem fotos ali que ela não aparenta nem 25, ao contrário dos seus 53 anos.
Mas Madonna é diva, pode tudo. Pode photoshopar à vontade, pode querer enganar o tempo e mostrar que ainda tem muito pique e fôlego para as pistas de todo o mundo (desde que nunca mais se aproxime do Timbaland, por favor...).
O cd novo é do caralho, ponto. Não vou mais falar dele.
Vi ontem uma outra matéria, falando sobre as versões que algumas bandas indie já fizeram para algumas músicas da Madonna. Algumas eu já tinha ouvido, outras não. Não tinha na lista Hollywood, gravada pelo CSS. Outra que não consta, até mesmo por que não é uma regravação, usou apenas um trecho de Material Girl no começo, é Bare Face Cheek, do Toy Dolls.
Mas enfim, a matéria trazia uma lista com as 20 melhores, que solto aqui também. Quero conferir as que eu não conheço ainda para ver se curto também.
Também rolam três clips com os dois primeiros lugares, e uma das minhas favoritas, do Ciccone Youth (curiosidade: o Ciccone Youth foi um projeto paralelo de uma das bandas que eu mais curto, o Sonic Youth. Detonam no projeto e na banda original).
Curtam o cd novo da tia Madonna, curtam as versões, curtam o finde!
20. You Say Party – “Love Makes The World Go Round”
19. Ariel Pink’s Haunted Graffiti – “Everybody”
18. The Bird And The Bee – “Material Girl”
17. Tori Amos – “Like A Prayer”
16. Winter Gloves – “True Blue”
15. The Enemy – “Hung Up”
14. John Wesley Harding – “Like A Prayer”
13. Juliana Hatfield – “Gone”
12. Miniature Tigers – “Take A Bow”
11. The Prayers – “Cherish”
10. Teenage Fanclub – “Like A Virgin”
9. Ciccone Youth – “Into The Groove(y)”
8. Jonathan Wilson – “La Isla Bonita”
7. Drop Nineteens – “Angel”
6. Young Galaxy – “Open Your Heart”
5. Jon Auer – “Beautiful Stranger”
4. Lavender Diamond – “Like A Prayer”
3. Ryan Adams – “Like A Virgin”
2. Giant Drag – “Oh Father”
1. The Flaming Lips com Stardeath & The White Dwarfs – “Borderline”
sexta-feira, 23 de março de 2012
Siga a bolinha!
Para embalar o final de semana enquanto espera o seu Escamillo...
Habanera
Quand je vous aimerai?
Ma foi, je ne sais pas,
Peut-être jamais,
peut-être demain.
Mais pas aujourd'hui,c'est certain.
L'amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser,
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
S'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
L'un parle bien, l'autre se tait;
Et c'est l'autre que je préfère
Il n'a rien dit; mais il me plaît.
L'amour! L'amour! L'amour! L'amour!
L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola;
L'amour est loin, tu peux l'attendre;
Tu ne l'attend plus, il est là!
Tout autour de toi vite, vite,
Il vient, s'en va, puis il revient!
Tu crois le tenir, il t'évite;
Tu crois l'éviter, il te tient!
L'amour, l'amour, l'amour, l'amour!
L'amour est enfant de Bohême...
(Chega logo, segunda-feira!)
Habanera
Quand je vous aimerai?
Ma foi, je ne sais pas,
Peut-être jamais,
peut-être demain.
Mais pas aujourd'hui,c'est certain.
L'amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser,
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
S'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
L'un parle bien, l'autre se tait;
Et c'est l'autre que je préfère
Il n'a rien dit; mais il me plaît.
L'amour! L'amour! L'amour! L'amour!
L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola;
L'amour est loin, tu peux l'attendre;
Tu ne l'attend plus, il est là!
Tout autour de toi vite, vite,
Il vient, s'en va, puis il revient!
Tu crois le tenir, il t'évite;
Tu crois l'éviter, il te tient!
L'amour, l'amour, l'amour, l'amour!
L'amour est enfant de Bohême...
(Chega logo, segunda-feira!)
terça-feira, 20 de março de 2012
Paz?
Nós avançamos um passo, damos dois para trás.
Apesar de toda a visibilidade que conseguimos nos últimos anos, não consigo ver um futuro muito bonito à minha espera. Homossexuais são atacados por todos os lados. Para as igrejas, somos aberrações, crias do inferno soltas no mundo para desestruturar a família tradicional (se isso soa absurdo para vocês, imaginem para um ateu ouvir coisas deste tipo...). Ataques contra gays são vistos constantemente, não só nos lugares mais distantes do Brasil, mas aqui também, na maior cidade do país, num dos maiores centros de negócios, como a av. Paulista. Lutamos por direitos iguais com alguns avanços, mas ainda tem muito chão para trilhar...
Até que hoje cedo leio a notícia de que Ellen Johnson-Sirleaf, prêmio Nobel da Paz pela sua luta pelos direitos das mulheres e presidente da Libéria se recusa a assinar uma lei pelos direitos dos homossexuais. Chegou até a defender as leis da Libéria que consideram crime a “sodomia voluntária” com pena de até um ano de prisão. Nas palavras dela, “Eu já tomei uma posição sobre isso… não vamos assinar tal lei.” “Eu não vou assinar nenhuma lei que tenha a ver… com essa área. Absolutamente nenhuma. Nós gostamos de nós da maneira que somos” (…) “Temos alguns valores tradicionais em nossa sociedade que gostaríamos de preservar”.
Se uma pessoa que ganha o prêmio Nobel da Paz me solta uma declaração dessas, com que cara vamos pensar em lutar por alguma coisa? Vocês tem noção da quantidade de pessoas que vão usar esta declaração para justificar seu preconceito, seu ódio?
Ficando bem cansado disso...
(Para quem quiser ler a notícia, eis o link da Época)
sexta-feira, 16 de março de 2012
Duas pessoas
Duas pessoas que se gostam muito. Duas pessoas que, acho que posso me atrever a dizer, se amam.
Duas pessoas que, quando estão juntas, o mundo ao redor desaparece. Entram naquele tipo de sintonia que não precisa de palavras, apenas uma troca rápida de olhares ou um gesto de carinho é capaz de expressar o que não caberia em cem páginas de um livro.
Juntas, sentem aquele tipo de felicidade que poucos tem, aquela que estampa um sorriso permanente no rosto, que faz os sonhos chegarem mais próximos da realidade. Separados, choram à distância, sentem a tristeza abafando os corações, o peso da lua esmagando todo o sentimento que havia antes.
Duas pessoas que, lado à lado, mas em silêncio, deixam sua mente viajar e imaginar tudo que gostariam de fazer naquele momento com a pessoa ao lado, que só podem sonhar e relembrar todos os momentos bons que tiveram, entre uma troca e outra de olhares, enquanto lutam para controlar todo o desejo e vontade que seus instintos querem liberar.
Duas pessoas que se querem, se gostam, se amam. Ying e yang. Os dois lados de um todo.
E mesmo assim não estão juntas.
Minha vida amorosa cada vez mais é uma mistura de Shakespeare com Nelson Rodrigues. O pior de tudo é que nenhum dos dois nunca tem um final feliz...
quinta-feira, 1 de março de 2012
Game over
Lembram quando a sua mãe contava aquelas histórias para vocês à noite, antes de dormir? Sempre terminando com o infalível “e viveram felizes para sempre”?
O problema é que elas não liam a frase final, que obrigatoriamente deveria estar em todas estas histórias: “AVISO: Isto é uma obra de ficção, que não reflete a realidade, qualquer semelhança é mera coincidência e muita sorte”...
Bom, acho que vou começar jogando um pouco de culpa na minha mãe, por me fazer uma criança feliz e mostrar que o mundo é belo e tudo acaba bem. Junte à isso vários filmes da sessão da tarde e praticamente todas as novelas em que o bem vence o mal no último capítulo e todos terminam felizes e pronto! Exceção, claro, à morte da mãe do Bambi, fato que até hoje martela no meu subconsciente...
Eu acreditei nisso. Sempre acreditei, como se fosse uma verdade universal. Mas não é, claro. Não há nenhuma força cármica por trás do universo que diga “aquele cara é bom, merece um final feliz” ou “que filho da puta, que o pneu dele fure na curva fechada e role o abismo”.
Vamos mudar um pouco o foco disso aqui...
Quem lê o blog há um bom tempo já me viu falando do meu demônio. Um antigo namorado meu, que ao sair da minha vida transformou ela num caos. A saída de cena dele me destruiu emocionalmente de uma tal maneira que afetou todos os outros aspectos. Eu não conseguia trabalhar, não conseguia estudar, não conseguia sair para uma balada, nada. Uma longa e duradoura depressão e apatia, e que acabou afetando todos os namorados que vieram na sequência. Se tornou difícil acreditar em qualquer coisa que me dissessem em relação à sentimentos, sempre com os dois pés atrás.
E aí, veio o meu último relacionamento. De cara, conseguiu desligar todas as minhas travas de segurança. Me entreguei àquele sorriso, àquele olhar. Eu podia sentir toda a sinceridade do mundo quando ele me olhava e dizia que gostava de mim, me amava. Se fechar os olhos, lembro perfeitamente do dia em que estávamos deitados na cama e ele olhou para mim e chorou, quando eu falei o que eu sentia por ele. Todas as mensagens e declarações trocadas por ambos, todos os “eu te amo” ditos nos últimos meses. E eu acreditei novamente. E me entreguei por completo. E claro, acabou de uma maneira bem diferente do que eu esperava.
Passei as últimas semanas pensando e pensando e pensando. E quando cheguei a uma conclusão, pensei mais um pouco.
Embora o último e o meu demônio não tivessem nada a ver física ou mentalmente, de estilos completamente diferentes, foram as únicas duas pessoas que eu posso falar que despertaram aqui dentro aquilo que eu sempre quis sentir por alguém. E também foram os únicos que conseguiram fazer tamanho estrago ao sair.
A semelhança de sentimentos era tanta que diversas vezes eu me peguei pensando “putz, preciso pegar o demônio no metrô pós academia... ops, demônio não, fulano!!!”. Vira e mexe eu me pegava chamando o último pelo nome do demônio dentro da minha cabeça, era algo quase que diário. Nunca troquei o nome dele pessoalmente, e não sei mesmo explicar por que trocava na minha cabeça, já que eles eram tão diferentes. Como falei, somente o sentimento era o mesmo, intenso...
E aí... tudo terminou. Coloquei contra a parede, joguei alto, me ferrei. Acho que se fosse qualquer outro cara, eu conseguiria ser o outro na boa, sendo o namorado não oficial. Mas não ele. Eu não consegui dividir com o namorado, exigi exclusividade. Pensando bem, acho que se fosse com qualquer outro, eu jamais teria sido o outro, para começo de história.
Como falei, os sentimentos foram iguais, e o pós também começou sendo. Comecei a entrar em depressão, apático à tudo. Somatizei vários sintomas nas últimas semanas, de febre e vômitos à uma quase crise bulímica. O último sintoma, três ou quatro dias mal conseguindo comer, já que tudo que eu colocava na boca me fazia correr pro banheiro, deu o alarme. O filme iria se repetir...
Bem, não vai se repetir. Acho que já passei por isso várias vezes por esse anos todos para saber como me proteger um pouco. À cada um que passa, acho que estou me tornando melhor nisso. Tomei minhas medidas por aqui, minhas precauções. Vamos ver o quanto elas serão fortes para me blindar.
Mas uma coisa eu posso falar com sinceridade absoluta dessa vez. Eu só queria descobrir uma maneira de blindar meu coração. Escudo à prova de balas, kevlar, vidro blindado, sei lá. Algo que não deixasse mais ninguém se aproximar dele, e nem deixasse que eu me apaixonasse de novo.
Se eu tivesse um ranking dos caras que eu mais amei (e dos que fizeram o maior estrago ao sair), o último entraria num honroso segundo lugar (sim, o estrago foi realmente grande, acreditem).
Eu não nasci para isso, começo a aceitar. Tenho inveja dos que conseguem sair de um relacionamento mensal para outro sem uma sequela sequer, tenho inveja dos casais perfeitos e cheios de amor. Eu não consigo, e não quero mais isso. Por que se eu não consigo me proteger de toda frase sincera, de todo sorriso e olhar cativante que jogam para mim, eu não tenho muito futuro nesse ramo.
Coração blindado, coração de pedra, coração de gelo, whatever. Se alguém souber algum jeito de deixa-lo assim, me avise. Acho que é tudo que eu quero nesse momento.
E não, nem todos vivem felizes para sempre...
E não, nem todos vivem felizes para sempre...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
My substitute for love
Alguns anos atrás, passei pelo término de algo que nem havia começado. Para variar, seguira todos os passos da cartilha que já sei de cor e salteado: alguém chega, vai se infiltrando aos poucos, se diz apaixonado, começa a tirar os meus dois pés lá de trás, vai me conquistando. No exato momento em que eu solto meu freio de mão e entro de cabeça, a pessoa pula fora. Padrão repetido à exaustão, já decorado.
Bom, eu cheguei em casa arrasado. Subi direto pro meu quarto, deitei e tentava disfarçar a lágrima escorrendo e o soluço que não parava. Nisso, entra no meu quarto a Pinky, como sempre fazia, com a bolinha na boca, esperando que eu arremessasse a bolinha por meia hora e arregasse com dor no braço antes dela sequer começar a se cansar.
Nesse dia ela entrou, parou do lado da minha cama, colocou a bolinha no chão, se apoiou na beirada e me deu uma lambida no rosto. Ficou parada, olhando para mim, e deu mais algumas lambidas, esperando uma reação minha que não veio. Ela subiu na cama, eu estava encolhido, na famosa posição fetal. De alguma maneira, ela conseguiu entrar no meu nó e se deitou exatamente nos meio dos meus braços, e ficou ali, recebendo todo o carinho que eu poderia e queria dar por algumas horas. De vez em quando, virava a cabeça e me dava uma lambida, como se quisesse dizer, "calma, tudo vai dar certo"...
A Pinky morreu ano passado. Não podia contar com ela pra me consolar dessa vez. Bom, pelo menos era isso que eu imaginava...
Ontem de manhã minha irmã me ligou. Durante três dias ela e minha mãe viram um cãozinho próximo da escola onde minha mãe dá aula, abandonado numa esquina. Viram ela quase ser atropelada num dia, e no outro deitada encolhida num canto da calçada. Ontem, aquela cadelinha entrou na escola da minha mãe. Na hora em que o segurança estava enxotando ela para fora, minha mãe apareceu e reconheceu. Amor à primeira vista. Algumas horas depois, lá estava ela, Nina, na minha casa. Uma tarde no veterinário fazendo todos os exames e vacinas necessários e ela já estava liberada para brincar com as outras duas de casa.
Eu cheguei em casa da academia e fui direto conhecer a nova moradora. Peguei ela emprestada e desci pro meu quarto. Brinquei com ela, corri pela casa e etc. Até a hora em que eu deitei na cama. Ela tem um mês, pequenina ainda. Mas mesmo assim, pegou impulso e subiu junto. Em poucos segundos, já estava deitada nos meus braços. De vez em quando, uma lambida no meu rosto.
O que a Pinky fez alguns anos atrás me marcou muito. Foi um ato de puro amor e carinho no exato momento em que eu mais precisava, e não tinha tido coragem de pedir para amigo algum. Ontem, como que adivinhando o que estava acontecendo e o fato de eu ter me isolado e não buscado um ombro amigo pra chorar, a Nina fez a mesma coisa. Mais do que me dar carinho e mostrar que se importava comigo, ela fez uma coisa que com certeza me marcou também.
Ela conseguiu colocar um sorriso no meu rosto. E isso era tudo que eu precisava ontem.
Seja bem vinda...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Fim de jogo
:(
E por minha culpa, o que seria um tempo se transforma em fim...
Eu sabia que era errado desde o começo. Mesmo assim, aquele sorriso quebrou todas minhas defesas, eliminou qualquer barreira que eu tivesse.
Ele tem um namorado. Isso deveria ser um ponto final em qualquer começo, mas eu ignorei isso. Passei por cima daquilo que eu posso considerar um dos maiores pecados, trair o amor de alguém, e começamos a nos envolver.
Quatro meses. Quatro meses em que ele me conquistou por completo. Quatro meses em que eu contava os minutos para ve-lo à noite, nos dias em que nos era permitido. Em que eu sentia uma falta absurda daquele carinho, da maneira como ele me olhava e abraçava quando estávamos juntos. Em que as horas se transformavam em minutos quando conversávamos sobre tudo. Quatro meses em que ele me fez um dos caras mais felizes do mundo, como há muito tempo eu não me sentia.
Até que eu surtei. Comecei a sentir falta e querer ele não apenas no tempo que tínhamos, mas em todo o tempo que eu deveria ter direito. Fiz pressão, coloquei na parede. “Ou eu ou ele”, praticamente. E eu perdi...
E aí, de uma hora pra outra, toda a felicidade se vai. Você não é mais parte de um casal imperfeito, é apenas um para cada lado.
Acordei destruído hoje. Ontem rolou um último boa noite – ênfase no “último”. Não sei se nos veremos de novo, se nos falaremos de novo. Eu forcei novamente a situação, claro. Não sei perder algo que amo, e o desespero sempre me leva a atos que me arrependo amargamente depois, como agora.
Vazio, triste. E com raiva. Não raiva dele, ele não é o alvo dela, ao contrário do que a maioria de vocês acham que seria o certo.
Raiva de mim. Por não ter me controlado, por ter pressionado, por ter perdido alguém que me fazia muito, muito feliz, que me fazia sorrir. Por ver qualquer sonho que tivesse ao lado dele se dissipar por completo e ficar fadado a ser apenas isso, um sonho.
Não me importa o que vocês acham sobre isso. Sobre quem está certo ou errado, se é melhor ou não estarmos separados.
Importa o que eu estou sentindo nesse momento, e não é nada bom.
Não fazem ideia do que eu daria pra voltar duas semanas atrás, ter engolido meu stress e deixado as coisas como estão. Eu estaria feliz agora...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Sonhando
Quem lê o blog ou me conhece faz tempo sabe de uma característica básica minha: a capacidade de se desligar por completo do mundo exterior e começar a viajar na minha cabeça, não importa o local ou hora. O conhecido daydream.
Eu conseguia me desligar por completo por minutos. Conseguia apertar o botão “viajar” até mesmo com pessoas conversando ao meu lado, sendo invariavelmente cutucado para voltar pra Terra.
O problema é que de um tempo pra cá isso parou. Toda e qualquer tentativa de sonhar acordado resulta em completo silêncio. O mais próximo disso seria o som do vácuo dentro da minha cabeça, se o vácuo tivesse som.
Confesso que de uns tempos pra cá ando estressado. De uns longos tempos pra cá, pra ser exato. Um problema atrás do outro, sempre que resolvo um já sento e espero a próxima crise chegar pra me tirar o sono. Até no lado amoroso, quando acho que tudo finalmente bem, descubro que era só minha imaginação me pregando outra peça.
Bem, hora de tentar mudar isso. Relaxar. Pegar mais leve. Problemas existem, mas não posso deixar eles serem o centro da minha vida.
Nesse final de semana comecei o processo de exorcismo de alguns demônios que me perseguem. Não vou dizer que o padre foi 100% eficaz no processo, mas já conseguiu dar alguma luz em alguns pontos. O que, no caos que estava imperando na minha cabeça, já é um grande alívio!
Acho que preciso de férias... naquele estilo que eu gosto, mochila nas costas e se aventurando em algum lugar sozinho. Sempre é bom para eu voltar ao meu equilíbrio, e faz tempo que não faço isso.
Só sei que preciso voltar a sonhar. E não sonhos que necessitem de alguém ou algo para acontecer, mas sim, sonhos que dependam apenas de mim. Por que essa capacidade eu sei que não perdi, posso apenas ter esquecido como usar momentaneamente.
Que venham os sonhos de volta, que venham todos os meus delírios. Por que a realidade sucks...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Um pedido aos deuses
Afrodite. Ishtar. Inanna. Ashtart. Venus. Hathor. Isis. Freya. Eros. Kama. Áine.
Sinceramente, não sei o que fiz para vocês. Cuspi em algum altar? Pisei em alguma oferenda? Blasfemei e ofendi seus nomes?
Não. Pelo menos, não que eu me lembre. Só não consigo entender o por quê de vocês descontarem dessa maneira em mim, o por quê de negarem aquilo que mais quero, o por quê de me darem a felicidade extrema e arrancá-la depois.
Sou um de seus discípulos mais fiéis. “Amar e ser amado” sempre foi o lema principal, objeto e meta de vida. Então, por quê não consigo obter isso?
É castigo pela minha fase dos 20 aos 30 anos, onde pisei, sacaneei e massacrei alguns corações? Se for, considere-me devidamente punido pelos últimos 5 (ou 10, ou 15) relacionamentos em que entrei de cabeça e terminei abandonado na areia da praia.
É algo cármico, estarei pagando por fazer um grande amor sofrer em alguma vida passada? Também não acharia justo, pagar por algo que não faço ideia do que seja.
É culpa da minha falta de crença em vocês, por que eu realmente acho que vocês não existem e que nesse momento estou tendo um delírio e falando com as paredes? É me sacaneando assim que vocês acham que eu mudarei minha concepção e não-crença sobre vocês? Difícil.
Ou simplesmente vocês acordaram de mau humor e resolveram escolher um mortal como vítima, jogaram sua praga e naquele exato momento era eu que estava atravessando a rua? Seria esta a resposta?
Não sei. Sei que vocês estão me levando ao meu breakpoint. Onde vou cair de joelhos e não vou ter forças, vontade ou saco de levantar e dar a cara a tapa de novo. Falta pouco para isso acontecer, vocês estão trabalhando muito bem para eu atingir esse limite.
Por isso, este humilde servo, seguidor e pregador de todos os ensinamentos sobre o amor que vocês já transmitiram e ensinaram para a humanidade, vem lhes pedir encarecidamente uma única coisa:
TIREM A PORRA DO DEDO DO MEU CU E VÃO ACHAR OUTRO PARA AZUCRINAR, CARALHO!
Obrigado pela divina atenção.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Guia de relacionamentos amorosos - capítulo 16 - "Dar um tempo"
Acho que tudo nessa nossa vida moderna deveria vir acompanhado de um manual de instruções. Tudo explicadinho, passo a passo, para todas as ocasiões e situações do seu dia-a-dia. Algo do tipo “Ana Maria Braga responde tudo que você queria saber e não tinha coragem de perguntar”.
Por exemplo, a famosa frase “Vamos dar um tempo”.
Não sou o tipo de cara que “dá um tempo” em um relacionamento. Geralmente eu me seguro, engulo algo que não gosto uma, duas, x vezes, até o momento em que chego no meu limite. Nessa hora, não tem como dar um tempo, é término mesmo.
Dessa vez, não houve problema algum entre nós. Nos damos maravilhosamente bem, há carinho, amor e um tesão absurdo um pelo outro, tudo perfeito, exceto um pequeno detalhe que atrapalha este relacionamento, e que não vem ao caso agora... Enfim, estamos dando um tempo!
Mas o que significa exatamente isso, dar um tempo?
Significa, simplesmente, que você vai enlouquecer aos poucos!
Significa você se pegar analisando se pode dar um bom dia ou não. Dar um bom dia é infringir as regras de “dar um tempo”? Estou invadindo o espaço, estou forçando a barra apenas por querer que o dia dele seja muito bom e ensolarado, com passarinhos cantando na janela? Acho que não. Ok então, dar bom dia está liberado!
Dar um tempo, começo a desconfiar, significa criar uma barreira com alguém que você tinha uma intimidade absurda, colocando-o atrás de pessoas que você nem viu ao vivo na sua vida.
E o maldito Facebook? Posso colocar uma música que curti ali e interagir com fulano e cicrano que também vão curtir a música ou comentar alguma coisa. Mas colocar uma música que os dois gostam já não vale, pode parecer que você está dando uma indireta e, novamente, forçar barra!! Faz você parar para pensar em qualquer coisa que queira publicar, um pensamento, um link, um video, whatever! Controle seu dedo nervoso para não dar um tiro no seu pé nessa hora... Aliás, sugiro um drástico afastamento do Facebook nessa fase. Por que ficar vendo atualizações e o que o outro lado anda fazendo enquanto vocês estão longe é uma forma moderna de tortura chinesa, mais irritante que gotinhas caindo na sua testa. Não alimente seu lado masoquista nessa hora, afaste-se do Face!
E se encontrar durante esse período, tá liberado? Um convite para um café? Ou, até abusando da sorte, um convite para um jantar? Tecnicamente, “dar um tempo” implica em não se ver – mesmo! Mas aí vai do nível de ansiedade da pessoa envolvida. No caso de nossa cobaia predileta – eu mesmo, claro – a coisa complica ainda mais. Por que eu preciso ver, abraçar, pegar, apertar, praticamente uma Felícia com seu novo animal de estimação. Ontem não aguentei, perguntei se rolaria um jantar durante a semana, prontamente aceito. Então, embora não seja aconselhável um convite para uma atividade dessas durante essa fase, ainda assim vale a pena arriscar... a chance de receber um não é a mesma de um sim, 50%!
Agora, sabe o que realmente incomoda, irrita, enlouquece quando você está “dando um tempo”? É você ficar do lado da pessoa e não poder dar aquele beijo que você tanto quer. Não poder deslizar seus dedos entre os cabelos dele. Não poder dar aquele abraço apertado enquanto se olham de frente e você abre seu melhor sorriso de felicidade. É ter que cruzar os braços para evitar algum ato falho e sua mão se estique pronta para fazer um carinho. É ter que ser frio com quem faz você sentir todo o calor do mundo.
Dar um tempo é foda, resumindo tudo. Simples.
E aí, Ana Maria, como faz??
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Ouvindo meus demônios
Eu acho que todo mundo tem algumas regras básicas. Chame de ética, chame de limites, chame do que quiser. São aquelas regrinhas que você coloca para você mesmo, dizendo “não, isso eu nunca vou fazer”.
Eu tenho as minhas, e faço de tudo para segui-las à risca. Sempre tive a sensação de que o dia em que eu parasse de me basear por elas, eu me sentiria mal comigo mesmo, incrivelmente mal.
Até que me vejo numa posição em que estou violando minha regra principal. Não apenas um deslize, uma pequena falha, mas um ato constante e duradouro.
É hipocrisia ficar repetindo para você mesmo “é só dessa vez, não farei mais isso”?. Tentar se convencer de que neste caso pode, não tem problemas? Não sei. O problema maior, o que talvez esteja mais me irritando, seja a falta de um peso na consciência. A minha está tranquila, praticamente flutuando em gravidade zero.
Foi meio que um auto-tapa na cara. Eu criticava quem fugia de algum padrão que eu posso considerar como sendo o modo certo de agir. E de repente, lá estou eu, fazendo o que não devia, e gostando disso. Dando ouvidos ao meu demônio particular sentado no meu ombro enquanto mantenho meu anjo amarrado e amordaçado para não atrapalhar em nada. Apreciando cada "relaxe e aproveite" que ele sussura.
Isto tudo serviu também para outra coisa. Preciso aprender a tirar a visão Polyana, quase infantil, da frente. Quem é legal nem sempre se sai bem na foto, fato. Os filhos da puta se dão bem, muitas vezes. Ser bonzinho e legal full time nem sempre traz recompensas para você. Aliás, poucas vezes traz! Não existe nenhuma lei cósmica de que quem sempre faz o bem terá um final feliz, do mesmo jeito que não há garantias de que quem é fdp será punido no final.
Num universo perfeito, os deuses do carma já teriam tirado algum meteoro da sua trajetória e arremessado direto na minha cabeça. No nosso? Bem, smplesmente relaxe e aproveite. Estou curtindo o que está acontecendo, não quero que acabe tão cedo e não mudarei meu comportamento de imediato... pelo menos, não até que um caminhão de cimento estacione em cima da minha consciência e eu não aguente a pressão...
Aliás, que regra básica minha eu quebrei? “Não faça com os outros o que não quer que façam contigo”. Ou, traduzindo, "Não faça com os outros aquilo que já fizeram com você e que se fizerem de novo você vai matar, trucidar, esfolar e empalar o filho da puta na estaca mais próxima que encontrar". Simples assim.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Mantra para 2012
Ser feliz. Parar de aceitar que a felicidade tenha que ser algo dentro de padrões pré estabelecidos por você e pelos outros. A felicidade pode vir de formas e maneiras que você não espera, só precisa que você esteja preparado e receptivo à ela.
Ser feliz. Aceitar que este não é um mundo perfeito, por mais que o queiramos assim. Aceitar que a felicidade de uns pode ser a tristeza de outros, e isto não é motivo para você não buscar a sua.
Ser feliz. Correr atrás dela, e não esperar que ela bata à sua porta. Algumas chances são únicas na vida, uma vez desperdiçadas, não aceitarão lamúrias ou arrependimentos, não existirão outras oportunidades.
Ser feliz. Livrar-se das amarras, confiar no seu instinto. Desligar seu cérebro, confiar no seu coração. Lembrar-se de que algumas coisas fogem do campo racional. Não pense, faça!
Ser feliz. Arriscar-se. Apostar alto. Ganhar. Perder. Aceitar o resultado. Saber ganhar e, principalmente, saber perder.
Ser feliz. Consigo mesmo ou com outros ao seu lado. Saber aproveitar e curtir cada momento, breve ou intenso.
Seja feliz. Valorizar-se. Você é especial, para você, para o seu grupo ou alguém na multidão. Encontre-se. Encontre-os. Encontre-o. Não queira ser aquilo que você não é.
Seja feliz. Dentro dos padrões ou fora deles. Seja genuíno. Seja você mesmo. Seja feliz.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Facebookando...
Falem bem ou falem mal, a verdade é que poucas pessoas conseguem passar o dia sem entrar no seu Facebook. Raríssimas são aquelas que ainda não tem o seu perfil na rede.
Tem os que não conseguem ficar uma hora sem postar alguma coisa, seja um clip, alguma frase da Clarice Lispector (favorita de 9 entre 10 pessoas que nunca leram um livro na vida, seguida de perto por Caio Fernando Abreu) ou atualização do seu status atual (do tipo “fui no banheiro e demorei demais”, “11:11” ou “cole isso se você também ama os animais, mesmo ele tendo apenas três patas, sendo corcunda, com incontinência urinária e soltando lasers mortais pelos olhos”).
Claro que tem as pentelhações extras. Por exemplo, sou ateu. Imaginem o pé no saco ao ler coisas do tipo “Obrigado, Senhor, por salvar a vida da minha tia após dez horas de cirurgia!”... sim, os médicos que estudaram anos e anos para realizar a porra da cirurgia não tiveram peso algum no fato da pessoa estar viva, o único responsável foi Deus! Da próxima vez, não se interne, fique em casa, reze e economize uma puta grana!! “Só Deus salva”, “Só é feliz quem tem Deus no coração” ou qualquer outro tipo de louvor explícito no meu Face são responsáveis por metade das pessoas bloqueadas ou excluídas. Simples assim.
Estamos em janeiro, aquela época do ano em que eu fujo mais ainda da frente da tv... sim, falo do BBB. Tenho um asco sem tamanho desse programa. Não me conformo com os comentários todo o santo dia enquanto este programa está no ar... “não, por que fulano é sincero”, “não, cicrano é que é honesto e gente boa”, “ah, você viu o complô contra ela?”, etc, etc, etc. Eu não tinha ideia do quão forte poderia ser o lado voyeur das pessoas, em sentir prazer em ficar dentro das suas casas observando a rotina daquele pessoal por três meses! E conseguem desenvolver tamanha empatia pelos jogadores que são capazes de sair no tapa se alguém discordar! Veja os comentários no seu Face e vai saber do que eu estou falando... impossível não ter nenhum por lá, seja à favor ou contra! Engraçado é que percebi que após o tão falado caso de estupro no BBB, os defensores do programa diminuíram drasticamente, pelo menos entre os meus amigos!
(Ah, em tempo... detesta BBB, quer ele banido do seu Facebook e usa Google Chrome? Baixe este plug-in para o Chrome, ele bloqueia automaticamente no seu Face qualquer post que tenha as palavras BBB ou Big Brother Brasil... testado e aprovado!!)
Semana passada a sensação foi Luiza, que estava no Canadá. E alguém conseguiu resistir à tentação de postar algo no Face e terminar com a frase “menos Luiza, que está no Canadá”? Nope. Era no Face, programas de tv, jornais, em todos os cantos. Até provocou a indignação do repórter Carlos Nascimento, chamando todos de idiota por entrar nessa e esquecer dos problemas do país - prontamente compartilhado por meio mundo, claro. Luiza voltou, já gravou comerciais e está aproveitando bem sua fama repentina... morram de inveja, reles mortais!
Uma coisa que tenho reparado são vários usuários reclamando das pessoas que postam fotos com bebês com câncer, pessoas acidentadas ou vídeos de sexo explícito... Olha, acho que posso me considerar um sortudo por ter amigos com um pingo de noção, por que no meu Face não aparece nada disso não. Parem de sair aceitando todo mundo que pede sua amizade que talvez isso desapareça do Face de vocês também!!
Confesso que sou meio radical no Face. Me encheu o saco, falou alguma asneira que eu discordo completamente, começou a publicar trocentos spams ou convites de festa, o caminho é um só: bloquear ou deletar. No melhor estilo ditador, aqui sou eu que mando e acabou, democracia my ass! Da mesma maneira que também já devo ter sido bloqueado ou excluído por publicar algumas ideias minhas, não tenho a menor sombra de dúvida.
Mas atualmente, o melhor do Face para mim é o que ele me proporcionou há quase quatro meses atrás. Uma leve cutucada, alguns dias de papo via cam, um primeiro encontro e cá estamos nós, quatro meses depois, nos vendo praticamente todos os dias, mais felizes do que nunca! E claro, trocando diversas cutucadas diárias pelo nosso querido site casamenteiro, hehe...
Thanks, Zuckerberg!! E não, não iremos chamar nosso filho ou cachorro de Facebookson, não se preocupem...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Primeiro mico do ano
Pra começar 2012 com o pé direito, vamos estrear com um forte candidato ao mico do ano!!...
Semana passada, pós musculação na academia. Termino meu treino, sobra um tempinho e resolvo fazer 10 minutos de esteira. Vou no vestiário pegar meu fone, mas na hora de fechar meu armário o cadeado trava, não consigo fechar.
"Bom, são só dez minutos, não vai ter problema se eu deixar aberto..."
Só pra constar, justamente naquele dia na minha bolsa estavam iPad, talão de cheques, cartões, grana alta na carteira, chave de carro, etc...
Volto após dez minutos, abro meu armário e dou de cara com o equipamento de outra pessoa. Olho novamente pro armário pra ter certeza que era o certo. No mesmo lugar onde eu me troquei, dois armários com cadeados ao lado, tudo confere. Saio abrindo todos os armários sem cadeado, mas nada das minhas coisas...
"FUI ROUBADO!!!!", já chego berrando na recepção, caos instaurado!! Vem o professor responsável pelo horário, olha o armário dele em cima do meu e fala "putz, eu tinha colocado cadeado no meu, e agora está sem!!"...
Sai um correndo pra portaria para verificar quem sai, a recepcionista vai conferir a câmera de vídeo na porta do vestiário, outro corre pra ver se meu carro ainda está lá. Nessa hora eu lembro que meu iPad tem o aplicativo para localiza-lo. Entro em um computador, sem sinal, o que era um bom sinal. Geralmente nada pega dentro do vestiário, imaginamos que ele estaria dentro de algum armário ainda e deixamos o segurança da porta sentado lá dentro para ver quem abria os armários para ir embora.
Nisso, o dono da academia me liga...
"Tem certeza que deixou naquele armário?"
"Sim, tenho!! Sentei naquele banco, me troquei ali e guardei minhas coisas!! Só aquele estava aberto, os outros estavam com cadeado!!"
"Mas tem CERTEZA que era naquele armário???"
"Era o único sem cadeado, claro que era ele!"
"Hmmm... Faz o seguinte... Pede pra localizarem os donos dos armários ao lado do seu e peça para abrirm seus armários..."
Sai meu instrutor e volta com um pivete da natação. Ele olha pro armário aberto e vê as coisas dele ali.
"Mas eu tinha colocado cadeado no meu também!! Peraí... Meu cadeado está na porta ao lado!!!"
Ele abre o seu cadeado, e o que estava lá dentro? Minhas coisas, claro. O pivete filho de uma égua conseguiu ser mais lesado que eu, guardou suas coisas em um armário e passou o cadeado no meu!! Claro que só descobrimos isto depois de uma hora de stress absoluto...
Nem preciso citar minha cara de cu mal lavado quando pego minhas coisas e vou embora. E no dia seguinte já entro com o rosto vermelho de vergonha na academia, pedindo desculpas pra todo mundo pelo ocorrido.
Preciso comentar que no dia seguinte também perdi alguns minutos do meu almoço pra comprar um cadeado novo? Não, né...
Semana passada, pós musculação na academia. Termino meu treino, sobra um tempinho e resolvo fazer 10 minutos de esteira. Vou no vestiário pegar meu fone, mas na hora de fechar meu armário o cadeado trava, não consigo fechar.
"Bom, são só dez minutos, não vai ter problema se eu deixar aberto..."
Só pra constar, justamente naquele dia na minha bolsa estavam iPad, talão de cheques, cartões, grana alta na carteira, chave de carro, etc...
Volto após dez minutos, abro meu armário e dou de cara com o equipamento de outra pessoa. Olho novamente pro armário pra ter certeza que era o certo. No mesmo lugar onde eu me troquei, dois armários com cadeados ao lado, tudo confere. Saio abrindo todos os armários sem cadeado, mas nada das minhas coisas...
"FUI ROUBADO!!!!", já chego berrando na recepção, caos instaurado!! Vem o professor responsável pelo horário, olha o armário dele em cima do meu e fala "putz, eu tinha colocado cadeado no meu, e agora está sem!!"...
Sai um correndo pra portaria para verificar quem sai, a recepcionista vai conferir a câmera de vídeo na porta do vestiário, outro corre pra ver se meu carro ainda está lá. Nessa hora eu lembro que meu iPad tem o aplicativo para localiza-lo. Entro em um computador, sem sinal, o que era um bom sinal. Geralmente nada pega dentro do vestiário, imaginamos que ele estaria dentro de algum armário ainda e deixamos o segurança da porta sentado lá dentro para ver quem abria os armários para ir embora.
Nisso, o dono da academia me liga...
"Tem certeza que deixou naquele armário?"
"Sim, tenho!! Sentei naquele banco, me troquei ali e guardei minhas coisas!! Só aquele estava aberto, os outros estavam com cadeado!!"
"Mas tem CERTEZA que era naquele armário???"
"Era o único sem cadeado, claro que era ele!"
"Hmmm... Faz o seguinte... Pede pra localizarem os donos dos armários ao lado do seu e peça para abrirm seus armários..."
Sai meu instrutor e volta com um pivete da natação. Ele olha pro armário aberto e vê as coisas dele ali.
"Mas eu tinha colocado cadeado no meu também!! Peraí... Meu cadeado está na porta ao lado!!!"
Ele abre o seu cadeado, e o que estava lá dentro? Minhas coisas, claro. O pivete filho de uma égua conseguiu ser mais lesado que eu, guardou suas coisas em um armário e passou o cadeado no meu!! Claro que só descobrimos isto depois de uma hora de stress absoluto...
Nem preciso citar minha cara de cu mal lavado quando pego minhas coisas e vou embora. E no dia seguinte já entro com o rosto vermelho de vergonha na academia, pedindo desculpas pra todo mundo pelo ocorrido.
Preciso comentar que no dia seguinte também perdi alguns minutos do meu almoço pra comprar um cadeado novo? Não, né...
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